te vejo tentando resgatar
ou talvez conquistar algo,
num momento de solidão confessa.
comigo, no need - já fez isso no primeiro olá,
há alguns natais.
se eu pudesse ter sido indiferente,
diria que foi uma conquista gradativa,
mas não foi assim, foi incontinenti,
e cultivada simplesmente,
constantemente,
como quem cuida de seu jardim.
você é imprevisível,
mas só me passa certezas;
nada tem de santa - ainda bem! -
e escancara isso como uma.
e me encanta,
me encanta quando admite rir de si mesma,
precisar disso,
me encanta quando me faz te imaginar declamando,
fazendo amor com a primeira fila,
menina que nasceu mulher,
que sempre vai precisar de colo.
me encanta quando admite
enxergar melhor quando nada vê,
como enxerga tanta beleza no simples,
como enfrenta problemas adultos.
como se esconde atrás da cortina,
mas deixa os dedinhos dos pés à mostra.
nossa história vai bem como está.
podemos deixar assim,
continuar a rir de você e de mim.
mas te vejo desde sempre,
te penso desde o primeiro contato,
nunca superfícial, sempre intenso,
até num simples, 'oi, como vai?'.
decidimos não jogar, então vamos 'apenas' viver.
ok, sem jogo, vamos direto:
nossa história vai bem, seguimos como está.
mas, you know, você não é de se jogar fora
se der mole vai conhecer o lobo mau.
e se mudar o rumo, devo avisar:
não me contento com pouco, quero tudo!
o eterno e o efêmero,
o bom dia e o boa noite,
o sol e a chuva,
a planta e a raiz.
o bonito e o feio,
o certo e o errado,
o bom e o ruim,
o avesso do avesso.
quero o shopping e a feira,
a cama e a barraca de frutas,
o sonho e o pesadelo,
o gozo e o choro.
a diva e a musa,
a menina e a mulher,
aqui e aí,
búzios e shalimar,
agra e agar.
terceiras e quartas
e outras intenções,
as primeiras somos nós
as segundas já temos também.
e uma porta vermelha.
we'd paint it black.
together.
em troca,
não tenho nada a oferecer.
nada além de mim, do que já é seu.
você merece mais que isso.
just a warning.
(jan, 2008)